Criacionismo e Design Inteligente
Ontem falei sobre criacionismo. Hoje, um pouquinho sobre design inteligente.
Design inteligente é a constatação de uma evidência científica. A de que a natureza apresenta sinais de planejamento. A idéia é que, se você observar sem preconceitos, vai notar que há muitos sistemas na natureza que são tão complexos e interdependentes que não poderiam ter surgido por acaso. Basicamente, é isso. O movimento ganhou um bocado de força depois que o bioquímico Michael Behe publicou “A Caixa Preta de Darwin”, cujos argumentos ainda não foram devidamente refutados.
Aqui há muita confusão. Como eu disse ontem, as motivações de alguém não refutam seus argumentos. Veja, por exemplo, a refutação do criacionismo feita pela Wikipedia (vou copiar aqui porque, você sabe, é um wiki, pode estar melhorado amanhã):
- O Criacionismo não pode ser considerado como uma ciência, nem sequer uma teoria. Uma teoria requer análises, estudos, testes, experiências, modificações e, finalmente, adequações. Uma teoria evolui com o decorrer do tempo, à medida que o ser humano amplia seus conhecimentos e suas descobertas. Naturalmente, a Ciência, no sentido usado nesse contexto, não pode nem afirmar nem negar que o Criacionismo seja verdadeiro - é não-falseável e portanto não científico;
- A Evolução é uma estrutura teórica, ainda que incompleta, mas bem definida, colocada pela ciência para ser discutida, preenchida e alterada; ao passo que, o Criacionismo é constituído de uma multiplicidade de idéias, sem uma unidade estabelecida, criadas pelas centenas de religiões e mitos hoje existentes ou que já existiram outrora, o que, a bem da verdade, pode ou não caracterizar uma essência e uma origem comum para tais idéias;
- A Evolução é uma teoria fundamentada em achados fósseis concretos ou em experiências bio-genéticas realizadas, enquanto que o Criacionismo é abstrato, indemonstrável e desprovido de bases científicas;
- Os argumentos neocriacionistas, que utilizam recentes descobertas da ciência, de uma forma geral, seriam falácias que poderiam provar a veracidade de qualquer crença, seja ela judaico-cristã, muçulmana, hinduista, umbandista, pagã, animista ou de qualquer outra mitologia;
- O Evolucionismo esforça-se em buscar explicações para os eventos da natureza; enquanto que o Criacionismo esforça-se em adaptar os eventos da natureza à sua visão de mundo.
Vamos pensar um pouquinho em cada um desses pontos:
- É só isso? O Criacionismo não é falseável, portanto não é ciência. Ponto? Ninguém vai dizer porque o Criacionismo não é falseável, ou porque o Evolucionismo é? Se você entendeu porque o autor diz que o Criacionismo não pode ser considerado uma teoria, por favor, explique em palavras que nós, leigos, possamos entender.
- Aqui entram movimentos como o do Design Inteligente. Lembre-se, as motivações de alguém não refutam seus argumentos. A tese de Behe e seus comparsas é de que a melhor explicação para a existência de certos sistemas naturais é a de que eles foram projetados por alguém. Mais sobre isso aqui. Note que Behe não é criacionista. Ele não acredita literalmente na história bíblica da Criação. A despeito disso, a refutação das idéias de Behe geralmente são do tipo “ah, isso é baboseira religiosa”. Se é baboseira, então não deve ser difícil refutá-la. A idéia de Behe é uma “estrutura teórica” baseada no observação dos fatos. Independente de ele ser religioso ou não, ele merece uma resposta lógica.
- Você tem certeza disso? De que achados exatamente estamos falando? Da Lucy? Do tiktaalik? Do archaeopteryx? Do diatomyidae? (Estou me esforçando para não citar o Celacanto.) Veja só, quanto tempo levaria para uma espécie de réptil se transformar em ave? Milhares de gerações? Milhões de anos? Há milhões de fósseis de répteis e aves. Há fósseis incrivelmente preservados. Há milhares de esqueletos inteiros já descobertos. Não deveria haver milhões de fósseis de transição? Não deveria ser apenas começar a escavar para encontrá-los aos milhares?
- Dizer que um argumento é uma falácia é fácil, mas não significa nada. Por que são falácias? São falácias simplesmente porque poderiam provar qualquer crença? E poderiam mesmo. O que a Natureza mostra é que as coisas como são devem ter sido planejadas por algum tipo de inteligência. Mas não é papel da Ciência passar daqui.
- Novamente a pergunta: será mesmo? O que tenho visto é um pouco de parcialidade dos dois lados. Muito debate a respeito da credibilidade do outro, da influência de sua visão de mundo em seus argumentos, e muito pouco sobre os argumentos em si.
on May 17th, 2007 at 12:24
Não é porque também acredito no criacionismo que falo isso, mas você tem conseguido trazer o que é dito sobre o tema de forma maravilhosamente concisa e simples de entender aoos leigos (como eu e como você) sobre esse tema.
Talvez minha simpatia seja até por não termos espaço de nos manifestar (pelas reações que você citou), mas acredito que os méritos sejam verdadeiros.
Está sendo muito gostoso ler essas linhas.
on May 20th, 2007 at 08:12
Elcio…
Acho os seus posts sobre webdesign muito bons… sempre procuro acompanhar o fechatag… e sempre te admirei…
Mas quando o assunto é o evolucionismo, vc realmente é um ignorante… Fiquei extremamente decepcionado contigo…
Por favor, PARE AGORA de estudar informática e derivados e vá estudar um pouco de BIOLOGIA e FILOSOFIA…
O Criacionismo é uma ciência porca, baseada em crenças primitivas e pessoas ignorantes…
Aposto que o “homem das cavernas” também acreditava nessa “ciência”… Claro que sim… estamos aqui porque um ser muito poderoso e bondoso quis assim, mas esse mesmo ser não consegue resolver a fome da Africa, a violência entre culturas e a maioria(para não dizer TODOS) os problemas que nós, seus filhos amados, temos…
Da mesma forma que o Papai Noel traz presentes no Natal e o Coelhinho da Páscoa traz Ovos de Páscoa, esse Ser Super-Poderoso traz o que é que atribuam a ele…
A Biblia é uma farsa… Jesus é um charlatão como tantos outros… e Deus não passa de uma forma primitiva da mente ignorante humana explicar aquilo que ela não entende…
JESUS É CHARLATÃO! QUESTIONAR É A SOLUÇÃO! (aff)
Existem VERDADEIRAS ciências, que não tem NENHUMA relação com religião ou biologia, mas podem ajudar os ignorantes(leia-se “não conhecedores”) a pensarem por si próprios… Uma delas chama-se EPISTEMOLOGIA, que é o ramo da filosofia que estuda o próprio saber.
Eu prefiro questionar a simplesmente aceitar. Eu prefiro acreditar em fatos, e não acreditar porque simplesmente deveria acreditar.
Com certeza tem gente que vai ler esse desabafo e vai achar que é pura besteira… digo para estes mesmos, não só refletirem sobre o que foi dito, como tbm digo para que eles peçam para Deus parar de bancar o sarcástico e acabar de vez com a violência, o sofrimento e a dor existente no mundo, porque, afinal, SE ele pode ABSOLUTAMENTE TUDO, não acaba com os males que nos aflige porque não quer, né? Então ele não é totalmente bonzinho, né? Mas peraí… e se ele for realmente bonzinho e quer sim acabar com todos esses males? SE ele quer e não acaba, então é porque ELE NÃO PODE TUDO… E como o Ser divino que nos criou não pode tudo? Muito inconsistente… mas absolutamente lógico… a filosofia ajuda e MUITO a aprofundar nesses assuntos, mas não vou me extender mais…
Se vc leu até aqui, parabéns… foi um pequeno passo para entender o mundo que o cerca… o restante pode ser encontrado facilmente na internet…
Encerro por aqui. Abraços a todos.
on June 18th, 2007 at 01:12
Ricardo Carlos escreveu:
“Se vc leu até aqui, parabéns…”
Bem, eu não consegui ler mais que dois parágrafos do Ricardo Carlos. É muita raiva no coração. Espero que o Ricardo consiga resolver sua raiva antes de bater em um criacionista, rs.
Brincadeiras a parte, fiz uma resposta ao seus posts no meu blog. Espero que esteja lível.
on June 24th, 2007 at 09:46
Prezado Élcio:
O atual movimento científico nominado DESIGN INTELIGENTE não é novidade para o pensamento moderno. Escritores como Bernard Shaw, Bergson, entre outros, já buscavam uma terceira via de compreensão para explicar a origem da vida. Veja o que o escritor e teólogo C. S. Lewis escreveu entre 1942-44:
“… só mencionei os pontos de vista materialista e religioso. Para completar o quadro, tenho de mencionar o ponto de vista intermediário entre os dois, a chamada filosofia da Força Vital, ou Evolução Criativa, ou Evolução Emergente, cuja exposição mais brilhante e arguta encontra-se nas obras de Bernard Shaw, ao passo que a mais profunda, nas de Bergson.
Seus defensores dizem que as pequenas variações pelas quais a vida neste planeta “evoluiu” das formas mais simples à forma humana não ocorreram em virtude do acaso, mas sim pelo “esforço” e pela “intenção” de uma Força Vital. Quando fazem tais afirmações, devemos perguntar se, por Força Vital, essas pessoas entendem algo semelhante a uma mente ou não. Se for semelhante, “uma mente que traz a vida à existência e a conduz à perfeição” não é outra coisa senão Deus, e seu ponto de vista é idêntico ao religioso. Se não for semelhante, qual o sentido, então, de dizer que algo sem mente faça um “esforço” e tenha uma “intenção”? Este argumento me parece fatal para esse ponto de vista. Uma das razões pelas quais as pessoas julgam a Evolução Criativa tão atraente é que ela dá o consolo emocional da crença em Deus sem impor as consequências desagradáveis desta. Quando nos sentimos ótimos e o sol brilha lá fora, e não queremos acreditar que o universo inteiro se reduz a uma dança mecânica de átomos, é reconfortante pensar nessa gigantesca e misteriosa Força evoluindo pelos séculos e nos carregando em sua crista. Se, por outro lado, queremos fazer algo escuso, a Força Vital, que não passa de uma força cega, sem moral e sem discernimento, nunca vai nos atrapalhar como fazia o aborrecido Deus que nos foi ensinado quando éramos crianças. A Força Vital é como um deus domesticado. Você pode tirá-lo de dentro da caixa sempre que quiser, mas ele não vai incomodá-lo em ocasião alguma — todas as coisas boas da religião sem custo nenhum. Não será a Força Vital a maior invenção da fantasia humana que o mundo jamais viu?”.
posted by Vida, Arte e Ecologia at 3:32 PM
on June 24th, 2007 at 09:50
Sejamos honestos: Acusar os cientistas que ousaram desafiar os materialistas de “fundamentalistas cristãos” é uma aberração. Por outro lado, as bases da ciencia moderna tem fundamento em pessoas que creram em Deus, os mais célebres eram crentes. Em um artigo Richad L. Deem nomeou grandes vultos que contribuiram poderosamente para o progresso da ciência. O que une a todos eles era sua crença em Deus. Vejamos:
1. Nicolau Copérnico (1473-1543)
Copérnico foi o astrônomo polonês que propôs o primeiro sistema de planetas matematicamente baseado ao redor do sol. Ele lecionou em várias universidades européias, e tornou-se um cônego da igreja Católica em 1497. Seu novo sistema foi apresentado realmente pela primeira vez nos jardins do Vaticano, em 1533, ao Papa Clemente VII, que o aprovou, e Copérnico foi encorajado a publicá-lo sem demoras. Copérnico nunca esteve sob qualquer ameaça de perseguição religiosa - e ele foi encorajado a publicar a sua obra tanto pelo Bispo Católico Guise, como também pelo Cardeal Schonberg e pelo Professor Protestante George Rheticus. Copérnico se referia às vezes a Deus em suas obras, e não via seu sistema como em conflito com a Bíblia.
2. Johannes Kepler (1571-1630)
Kepler foi um brilhante matemático e astrônomo. Ele primeiramente trabalhou com a luz, e estabeleceu as leis do movimento planetário em torno do sol. Ele também chegou perto de atingir o conceito Newtoniano da gravidade universal - bem antes de Newton nascer! Sua introdução da idéia de força na astronomia, a mudou radicalmente numa direção moderna. Kepler era um luterano extremamente sincero e piedoso, cujas obras sobre a astronomia continham escritos sobre como o espaço e os corpos celestiais representam a Trindade. Kleper não sofreu perseguição por causa de sua aberta confissão de um sistema heliocêntrico, e, deveras, foi lhe permitido, mesmo sendo um protestante, permanecer na Universidade Católica de Graz como um professor (1595-1600), quando outros protestantes tinham sido expulsos!
3. Galileu Galilei (1564-1642)
Galileu é freqüentemente lembrado por seu conflito com a Igreja Católica Romana. Sua obra controversa sobre o sistema solar foi publicada em 1663. Ela não tinha provas de um sistema solar heliocêntrico (as descobertas do telescópio de Galileu não indicavam uma terra em movimento), e sua única “prova”, baseada sobre as marés, era inválida. Ela ignorou as órbitas elípticas corretas dos planetas, publicadas há vinte e cinco anos atrás, por Kepler. Visto que sua obra acabou colocando o argumento favorito do Papa na boca do tolo no diálogo, o Papa (um velho amigo de Galileu) ficou muito ofendido. Após o “teste” e, tendo sido proibido de ensinar o sistema heliocêntrico, Galileu fez sua obra teórica mais útil, que foi sobre dinâmica. Galileu disse expressamente que a Bíblia não podia errar, ele viu seu sistema relacionado ao assunto de como a Bíblia deve ser interpretada.
4. René Descartes (1596-1650)
Descartes foi um matemático, cientista e filósofo francês, que tem sido chamado o pai da filosofia moderna. Seus estudos escolares fizeram com que ele ficasse insatisfeito com a filosofia precedente: Ele tinha uma profunda fé religiosa como um Católico, que ele reteve até o dia de sua morte, junto com desejo resoluto e apaixonado de descobrir a verdade. Aos 24 anos de idade teve um sonho, e sentiu o chamado vocacional para buscar trazer o conhecimento num único sistema de pensamento. Seu sistema começou perguntando o que se pode ser conhecido, se tudo mais for duvidoso - sugerindo o famoso “Penso, logo existo”. Realmente, é freqüentemente esquecido que o próximo passo para Descartes foi estabelecer a mais próxima certeza da existência de Deus - porque somente se Deus existe e não queira que sejamos enganados pelas nossas experiências, podemos confiar em nossos sentidos e processos lógicos de pensamento. Deus é, portanto, central em toda a sua filosofia. O que ele realmente queira, era ver sua filosofia adotada como padrão do ensino Católico. René Descartes e Francis Bacon (1561-1626) são geralmente considerados como as figuras-chave no desenvolvimento da metodologia científica. Ambos tinham sistemas nos quais Deus era importante, e ambos pareciam mais devotos do que o normal para a sua era.
5. Isaac Newton (1642-1727)
Na ótica, mecânica e matemática, Newton foi uma figura de gênio e inovação indisputável. Em toda sua ciência (incluindo a química), ele viu a matemática e os números como centrais. O que é menos conhecido é que ele foi devotamente religioso e via os números como envolvidos no entendimento do plano de Deus, na Bíblia, para a história. Ele produziu uma grande quantia de trabalho sobre numerologia bíblica, e, embora alguns aspectos de suas crenças não fossem ortodoxos, ele estimava a teologia como muito importante. Em seu sistema de física, Deus é essencial para a natureza e a perfeição do espaço. Em Principia ele declarou: “Este magnífico sistema do sol, planetas e cometas, poderia proceder somente do conselho e domínio de um Ser inteligente e poderoso. E, se as estrelas fixas são os centros de outros sistemas similares, estes, sendo formados pelo mesmo conselho sábio, devem estar todos sujeitos ao domínio de Alguém; especialmente visto que a luz das estrelas fixas é da mesma natureza que a luz do sol e que a luz passa de cada sistema para todos os outros sistemas: e para que os sistemas das estrelas fixas não caiam, devido à sua gravidade, uns sobre os outros, Ele colocou esses sistemas a imensas distâncias entre si.”.
6. Robert Boyle (1791-1867)
Um dos fundadores e um dos primeiros membro-chave da Sociedade Real, Boyle deu seu nome à “Lei de Boyle” para os gases, e também escreveu uma obra importante sobre química. A Enciclopédia Britânica diz dele: “Por sua vontade ele doou uma série de leituras, ou sermões, que ainda continuam, para defender a religião Cristã contra os infiéis notórios…Como um Protestante devoto, Boyle teve um interesse especial na promoção da religião Cristã no exterior, dando dinheiro para traduzir e publicar o Novo Testamento para o irlandês e turco. Em 1690, ele desenvolveu suas visões teológicas no The Christian Virtuoso (O Cristão Virtuoso), que ele escreveu para mostrar que o estudo da natureza era um dever religioso central”. Boyle escreveu contra os ateus em seus dias (a noção de que o ateísmo é uma invenção moderna é um mito), e foi claramente um Cristão muito mais devoto do que a maioria em sua época.
7. Michael Faraday (1791-1867)
O filho de um ferreiro que se tornou um dos maiores cientistas do século XIX. Sua obra sobre a eletricidade e magnetismo não somente revolucionou a física, mas conduziu a muitas coisas que fazem parte do nosso estilo de vida hoje, as quais dependem dela (incluindo computadores, linhas de telefone e web sites). Faraday foi um Cristão devoto, membro do Sandemanianismo [Nota do tradutor: seita cristã fundada em aproximadamente 1730, na Escócia, por John Glas (1695-1773), um ministro presbiteriano da Igreja da Escócia, juntamente com o seu genro, Robert Sanderman, de quem é derivado o nome da seita], o que significativamente o influenciou e fortemente afetou a maneira na qual ele se aproximou e interpretou a natureza. Os Sandemanianos se originaram dos presbiterianos que rejeitaram a idéia de igrejas estatais, e tentaram voltar ao tipo de Cristianismo do Novo Testamento.
8. Gregor Mendel (1822-1884)
Mendel foi o primeiro a lançar os fundamentos matemáticos da genética, o qual veio a ser chamado “Mendelianismo”. Ele começou sua pesquisa em 1856 (três anos antes de Darwin publicou sua Origens das Espécies) no jardim do Monastério no qual ele era um monge. Mendel foi eleito Abade de seu Monastério em 1868. Sua obra permaneceu comparativamente desconhecida até a virada do século, quando uma nova geração de botânicos começaram a achar resultados similares e a “redescobri-lo” (embora suas idéias não fossem idênticas às suas). Um ponto interessante é que 1860 foi a década da formação do X-Clube, dedicado à diminuição das influências religiosas e propagação de uma imagem de “conflito” entre ciência e religião. Um simpatizante foi Francis Galton, primo de Darwin, cujo interesse científico estava na genética (um proponente da eugenia - aperfeiçoamento da raça humana para “melhorar” o estoque). Ele estava escrevendo sobre como a “mente sacerdotal” não era propícia à ciência, enquanto que, quase ao mesmo tempo, um monge australiano estava dando um santo inovador na genética. A redescoberta da obra de Mendel veio tarde demais para afetar a contribuição de Galton.
9. Kelvin (William Thompson) (1824-1907)
Kelvin foi o primeiro dentre um pequeno grupo de cientistas britânicos que ajudaram a lançar os fundamentos da física moderna. Sua obra cobriu várias áreas da física, e é dito dele ter mais cartas com o seu nome do que qualquer outra pessoa na Comunidade Britânica, visto que ele recebeu numerosos graus de honorários das Universidades Européias, que reconheceram o valor de sua obra. Ele foi um Cristão muito comprometido, certamente mais religioso que a maioria de sua época. Interessantemente, seus companheiros físicos, George Gabriel Stokes (1819-1903) e James Clerk Maxwell (1831-1879), foram também homens de profundo comprometimento Cristão, numa era quando muitos eram Cristãos nominais e apáticos, ou simplesmente anti-Cristãos. A Enciclopédia Britânica diz: “Maxwell é considerado por muitos dos físicos modernos como o cientista do século XIX que teve a maior influência sobre os físicos do século XX; ele é posto ao lado de Sir Isaac Newton e Albert Einstein, por causa da natureza fundamental de suas contribuições”. Lord Kelvin foi um criacionista da Terra antiga, que estimava a idade da Terra como sendo algo entre 20 milhões e 100 milhões de anos, com um limite máximo de 500 milhões.
10. Max Planck (1858-1947)
Planck fez muitas contribuições para a física, mas é mais conhecido pela teoria quantum, a qual tem revolucionado nosso entendimento dos mundos atômicos e subatômicos. Em sua palestra “Religião e Ciência Natural”, Planck expressou a visão de que Deus está presente em todos os lugares, e sustentou que “a santidade da Deidade inteligível é transmitida pela santidade de símbolos”. Os ateus, ele pensava, dão muita atenção ao que é meramente símbolo. Planck foi um representante da igreja de 1920 até a sua morte, e cria num Deus todo-poderoso, onisciente e beneficente (embora não necessariamente um Deus pessoal). Tanto a ciência como a religião travaram uma “incansável batalha contra o ceticismo e dogmatismo, contra a incredulidade e a superstição”, com o objetivo “direcionado para Deus!”
11. Albert Einstein (1879-1955)
Einstein é provavelmente o cientista mais conhecido e mais altamente reverenciado do século XX, e está associado com as maiores revoluções em nosso pensamento sobre tempo, gravidade e a conversão de matéria em energia (E=mc2). Embora nunca tenha chegado a crer num Deus pessoal, ele reconheceu a impossibilidade de um universo não-criado. A Enciclopédia Britânica diz dele: “Firmemente negando o ateísmo, Einstein expressou uma crença no “Deus de Espinoza, que se revela na harmonia do que existe”. Isto realmente motivou seu interesse na ciência, como ele certa vez afirmou a um jovem físico: “Eu não sei como Deus criou este mundo, eu não estou interessado neste ou naquele fenômeno, no espectro deste ou daquele elemento. Eu quero conhecer os Seus pensamentos, o resto são detalhes”. O famoso epíteto de Einsten sobre o “princípio da incerteza” era que “Deus não joga dados” - e para ele esta foi uma real declaração sobre um Deus em quem ele cria. Uma das suas afirmações famosas é: “Ciência sem religião é coxa, religião sem ciência é cega”.
Cremos que ninguém, movido por um caráter honesto, diria que os cientistas acima, que tanto contribuíram para o avanço da ciência, seriam cristãos fundamentalistas. Foram homens cujas descobertas fornecem as bases do conhecimento cientifico atual. Sem elas todo o edifício das descobertas que influenciam hoje a civilização ruiria.
http://vidarteecologia.blogspot.com/
on May 12th, 2008 at 01:18
Esses fósseis de animais em transição entre répteis e aves eu também pensei. Deveriam existir milhares de fósseis. Afinal um réptil desses deveria ser péssimo para caçar e ainda não conseguia voar, portanto deveriam morrer facilmente ou de fome ou vítimas de algum predador (logo portanto não iriam evoluir, de acordo com Darwin não estariam adaptados)
Outra coisa interessante é que o DNA precisa do RNA para se “reproduzir”, assim DNA e RNA deveriam surgir ao mesmo tempo. Então vem a inevitável pergunta: Quem nasceu primeiro? O DNA ou o RNA? Um não pode existir sem o outro. Não vou nem entrar nas outras funções importantes que o RNA desempenha dentro da célula.
E fiquei imaginando o surgimento da primeira célula do mundo. Numa massa líquida rica em aminoácidos foram se agrupando as primeiras proteínas, inicialmente para formar o revestimento da célula, milhões de proteínas semelhantes de formaram, no mesmo local, no mesmo momento e se juntaram. Depois, dentro deste invólucro que durou milhões de anos, o DNA foi se desenvolvendo, juntamente com o RNA, e formaram outro revestimento, o nucléolo. Enfim, depois de mais uns milhões de anos, surgiram as mitocôndrias para, finalmente, fornecer algum tipo de energia para a célula. Ora, qualquer coisa que você deixar fora da geladeira apodrece em poucos dias. Será que uma célula, sem DNA, sem mitocondrias, sem nada dentro dela consegue durar milhões de anos?
Sim, Deus pode tudo, ele nos deu os problemas para desenvolvermos nossa inteligência, as doenças para sermos pacientes e persistentes, as desgraças para aprendermos a ser caridosos uns com os outros. Mas algumas pessoas preferem colocar a culpa em alguém, que tal Deus? Afinal Ele nunca reclama.